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Luar Fanfiction

Amantes


Capitulo 12 - eu quero um lance serio


-Não consigo entender porque está me dizendo tudo isso agora, sabe que não posso simplesmente abandonar a minha mulher e ficar com você.

-Porque? -Pergunto , precisava saber se agente tinha futuro juntos e se era apenas um lance de diversão para ele.

-Porque ela é minha sócia e o nosso casamente mesmo sendo de mentira é importante pra mim porque eu preciso manter as aparências.É questão de negócios.

-E manter as aparências pros seus sócios e pro papaizinho é mais importante que o que agente tem?

-Logico que não...eu só preciso de um tempo pra criar coragem de pedir o divorcio e contar ao meu pai.

-tudo bem mas eu te dou no minimo mais um mês e não quero mais saber de enrolação se passar disso eu sumo da sua vida e você nunca mais vai me ver.

A babá da minha irmã


Capitulo 35 - Pensa com calma


POV Diego


Não estava acreditando no que tinha ouvido, ela estava mesmo pedindo demissão e desejando mesmo ficar lonje daqui ou eu estava imaginando coisas. Demorou pra ficha cair mas pelo olhar de raiva da roberta pode perceber que ela falava serio e que realmente iria em bora, queria muito acreditar que meu pai negaria o seu pedido de demissão mais sabia muito bem que ele aceitaria de bom grado, tudo sempre é feito ao seu modo e ele jamais toleraria que eu namorasse uma de sua empregadinha como ele mesmo disse.

-Tudo bem então, não faz diferença iria ser demitida de qualquer jeito mesmo.

-Não pai, não pode fazer isso a Marcinha é muito apegada a ele e eu também. -Falo sinceramente eu estava desposto a implorar até de joelhos se fosse realmente necessário. 

-A decisão já está tomada, Roberta pegue suas coisas e saia imediatamente da minha casa amanhã eu lhe procurarei pra acertar sua contas.

-Pensa melhor pai, ela é importante pra mim e pra Marcinha.

-Já esta mais que decidido quero essa oportunista fora da minha casa e longe da minha família.

Capítulo Seis


- Que gracinha – comentou Micael, quando Arthur e Pérola sentaram–se no mesmo lado da mesa da lanchonete T–Boné.


Micael e eu não tínhamos outra saída senão nos acomodarmos um do lado do outro. Até era romântico, mas a situação não estava nada confortável.
Arthur me lançou um olhar que eu ignorei. De repente, fiquei muito interessada nas pequenas letras do cardápio.
Essa coisa de sentar um do lado do outro era mais um exemplo do comportamento bizarro de casais para o meu artigo, que, alias, não havia começado a escrever.
Por que eu não estava me deliciando em escrever todas essas besteiras de casal? Por exemplo, a maneira como Arthur havia dado pipoca para Pérola durante toda a sessão de Intimo e Pessoal. A maneira com a qual ela apoiou a cabeça no ombro dele. A maneira com que ele não largou a mão dela desde que saímos do cinema e entramos no restaurante.
- Você já esteve aqui antes, não é? - perguntei a Micael.
O T–Boné era um grande ponto de encontro da escola Emerson, mas eu não conseguia me lembrar de tê–lo visto em nenhuma das vezes em que fui me empanturrar com meus amigos.
- Lanchonetes não fazem muito o meu gênero – disse Micael pegando um dos cardápios gigantes. - Prefiro restaurantes. Mas eu sei que lanchonetes fazem muito sucesso com alunos do segundo grau. É uma gracinha, na verdade.
Pérola e Arthur trocaram olhares. O sorriso forçado na cara de Arthur não iria durar por muito tempo. Eu o conhecia bem.
- Micael me levou para um restaurante italiano super elegante no fim de semana passado. – contei.
Eu senti que precisava explicar, fazê–los entender que o gosto dele era apenas mais refinado que o nosso. Havia algo de tão terrível nisso? Por que eles não conseguiam enxergar o quanto Micael era maduro?
Pérola balançou a cabeça, e Arthur começou a estudar o cardápio. Micael examinava o cardápio com a mesma concentração adorável que surgia sempre que lia algo.
De repente, a lembrança do beijo surgiu na minha mente. Ou melhor, dos beijos. Na noite anterior, ele tinha me acompanhado até em casa e me beijado novamente antes de nos despedirmos. Só que nessa segunda vez eu tentei agir como se aquele beijo não fosse algo muito extraordinário.
Mas foi.
Este era o nosso terceiro encontro oficial. Micael estava definitivamente a caminho de se tornar o meu namorado.
- Então, Micael, o que achou de Intimo e Pessoal? – perguntou Arthur ao fechar o cardápio. Lancei um olhar de advertência a Arthur, conhecendo o tom de rivalidade em sua voz.
Micael suspirou, fechando o cardápio e retirando o cabelo da frente do rosto.
- Foi ok. Pra esse tipo de filme.
Pérola franziu o nariz.
- O que você quer dizer com isso? – perguntou ela.

“Era impressão minha ou ela e Arthur se ajeitaram para ficar bem mais grudados?”, notei.

- Bem, você não pode esperar que a versão de Hollywood para o jornalismo seja muito acurada, certo?
- Mas o enredo era decente. – cortou Arthur, colocou os seus cotovelos sobre a mesa e inclinando–se para frente.
Micael deu uma risada.
- Totalmente batido – ele balançou a cabeça. - Nada como a boa e velha história sobre a garota do interior que quer vencer na vida. Ela vai para a cidade grande, encontra o homem dos seus sonhos, e nas horas vagas, torna–se a maior jornalista da América.

Eu soltei uma risadinha e sorri para Micael. Então reparei o mau humor no rosto de Arthur.

- Ah, vai – argumentei. - Até mesmo você tem que admitir que aquele filme tinha um sentimentalismo acima da média.
Arthur fitou os meus olhos e mentalmente, eu aleguei que ele deveria desistir daquela discussão.
- Então todos já sabem o que vão pedir? - perguntou ele.
Suspirei mexendo em meu garfo. Agora Micael e Arthur tinham ainda menos tolerância um com o outro.
- Ei, crianças, o que querem?
Arthur sorriu para mim. Nossa garçonete favorita estava com o lápis sobre o seu bloco de papel.
Maxi usava toneladas de maquiagem e roupas bem extravagantes. Arthur e eu a amávamos. Micael levantou a cabeça para olhá–la, deu umas duas piscadas, então virou–se para mim, sorrindo e revirando os olhos.
- Cheeseburguer e um milk shake de chocolate – disse Arthur.
- O mesmo, mas com milk shake de baunilha. – pedi.
Pérola deu uma risadinha.
- O mesmo, mas com milk shake de chocolate e queijo nas batatas fritas também.
Micael fechou bruscamente o seu cardápio.
- O prato light de frutas e um chá gelado – ele abaixou sua voz. - Vocês deviam ficar longe da carne vermelha e do queijo. É como assinar uma sentença de morte.
- Eu vou me lembrar disso – Arthur falou secamente. Ele virou–se para Maxi. - E faz mal passado, por favor.
- É pra já, crianças – disse Maxi, escrevendo o pedido com empolgação.
Depois disso, Arthur e Pérola começaram a ter sua conversa particular, então Micael e eu começamos a discutir sobre a palestra da professora. Era como se nós fossemos dois casais separados que não se conheciam e estavam sendo forçados a dividir uma mesa.

- Aqui está, crianças – anunciou Maxi, colocando três milk shakes de chocolate e o chá gelado do Micael sobre a mesa. Eu olhei para a taça na minha frente, então me virei para Arthur. Ele hesitou, como se estivesse esperando que Micael notasse que a garçonete havia errado o meu pedido. Todos que me conheciam sabiam que eu amava milk shake de baunilha. E que eu não me sentia a vontade para falar com garçonetes.

Micael tomou um grande gole do seu chá gelado.
- Maxi? – Arthur chamou assim que ela foi saindo.
Ela virou–se.
- O que foi, querido?
-Ah, você sabe o quanto a senhorita Blanco gosta de milk shake de baunilha, Maxi. – disse Paul. - O chocólatra aqui sou eu.
Ela sorriu para mim e empurrou a taça que estava na minha frente para o lado de Arthur.
- Então você vai beber esse aqui também, por minha conta. – falou ela. - Eu já volto com o seu milk shake Lua.
- Ela poderia ter se desculpado. – comentou Micael. - Ela já pode desistir de receber uma boa gorjeta.
- Maxi é uma ótima garçonete. – disse Arthur pegando o seu milk shake, ele parecia chateado.
- Ela é uma amiga nossa. – acrescentei, rapidamente. Eu sabia que Micael só estava querendo me defender. Arthur não conseguia perceber isso?
Micael revirou os olhos.
- Deixa pra lá. De qualquer modo, Arthur, você tem trabalhado no seu discurso para o debate de historiador da escola?
- Humm – replicou Arthur. - Eu já fiz um bom primeiro rascunho. Tenho mexido nele de vez em quando.
- Certo. – disse Micael. - Eu escrevi o meu ontem, entre as aulas.
- Olha, eu tenho que te cumprimentar por isso – falou Arthur. Lancei um olhar nervoso pra ele. - Deve ser duro fazer um texto satisfatório quando se escreve apenas durante intervalos – ele sorriu inocentemente.
Micael franziu a testa.
- Não se você for um escritor.
Eu dei um suspiro, desistindo oficialmente da esperança de que Arthur e Micael pudessem se dar bem.
Ficamos todos aliviados quando os nossos pratos foram servidos. Afinal, não precisávamos mais conversar. Podíamos nos ocupar estufando a barriga.
Ainda me surpreendia que Arthur e Pérola continuavam aninhados, grudados um ao outro, mesmo quando comiam cheeseburguer e batata fritas. Enquanto isso, entre eu e Micael havia espaço para uma pessoa inteira se sentar. Isso significava algo também? Talvez, no final de contas, ele não gostasse mesmo de mim.
“Não se esqueça daquele beijo incrível e de todas as coisas legais que ele tem falado pra você. É lógico que ele gosta de você. DPAs não fazem o gênero dele, só isso. E não faziam o seu gênero também. Até que você se juntou a Micael.”
Finalmente acabamos de comer, e quando Maxi deixou a conta sobre a mesa, nos precipitamos sobre ela como se fosse à chave para sairmos de alguma prisão.

- Por que eu não coloco isso no meu cartão e vocês me dão o dinheiro? – sugeriu Micael, levantando–se para pegar a carteira de dentro do bolso de trás da sua calça.

Os queixos de Arthur e Pérola caíram, quase do mesmo modo que o meu caiu no La Dolce Vita. Então eles trocaram mais um daqueles olhares “qual é a dele?”, provavelmente o milonésimo da noite. Tudo bem era estranho que um cara da nossa idade tivesse um cartão de crédito, mas eles precisavam ser tão duros com Micael?
- Esse lugar não aceita cartões de crédito – falou Arthur, com um tom de triunfo na voz.
Micael ficou pálido, e olhou para mim, com sua boca encolhida.
- Ah…

- De qualquer modo, eu te devo um dinheiro mesmo. – falei de sobressalto, imaginando que não havia nada na carteira de Micael, além de plástico. Eu não ia deixar Arthur pensar que Micael estava me deixando mal por eu ter que pagar para ele.

- Espera um minuto – disse, abrindo a minha bolsa e procurando minha carteira da Hello Kitty, que também tinha sido outro presente do Arthur. - Aqui – falei colocando o dinheiro sobre a mesa.
Eu me recusava a olhar para Arthur.

Nós contamos a quantia certa e Arthur colocou o suficiente para pagar a parte dele e a parte da Pérola, então Micael recolheu tudo e caminhou para a caixa registradora.

- Eu vou ao banheiro – disse Pérola, levantando e largando a mão de Arthur.
Assim que ficamos sozinhos, eu me virei para Arthur com uma expressão furiosa.
- Qual é o seu problema? – explodi. - Por que você está sendo tão idiota?
- Eu? – exclamou Arthur, com seus olhos arregalados. - E o seu namorado?
- Primeiro de tudo ele não é meu namorado – falei. - Ainda. Mas espero que isso mude. Por que não pode dar uma chance a ele? Eu estou tentando ser legal com a Pérola, certo?
- Isso não é difícil – retrucou Arthur.

- Bem, eu não fiz nenhum comentário sarcástico apesar de você e Pérola terem ficado praticamente colados um ao outro durante todo tempo! – percebi que estava quase gritando e abaixei minha voz. - Por que você não consegue ficar feliz por mim?

- Eu só... – deu uma pausa, olhou na direção de Micael, depois para mim. - Eu só acho que ele não é o cara certo pra você. Mas… eu não sei, quer dizer... Talvez eu ache que ninguém possa ser, entende?
Preguei os olhos nele, chocada. Por que aquilo tinha sido a coisa mais confortante que eu ouvira toda a noite? Eu estava aliviada por perceber que ele ainda alimentava sentimentos especiais em relação a mim.
Mas por quê?
Ele era o mesmo velho Arthur de sempre. Meu melhor amigo. O cara que eu conhecia, melhor do que qualquer pessoa. O cara que me conhecia melhor do que qualquer pessoa. O cara com que eu nunca teria que ficar nervosa.

- Olha, esqueça isso - disse ele. - Eu apenas nunca serei um grande fã de Micael, ok? Mas eu prometo que eu vou tentar lidar com ele na medida em que ele te fizer feliz.

Eu sorri.
- Obrigada. E eu prometo que não vou revirar os olhos sempre que vir você e Pérola se contorcendo como duas lombrigas.
- Mas isso… você tá realmente incomodada com esse nosso lance? – perguntou, enquanto um intenso e estranho brilho surgiu em seu olhar. - Ou todas as DPAs te incomodam do mesmo jeito? Eu pensei que você havia mudado sua opinião agora que está apaixonada. Mas pelo jeito que as coisas são entre vocês dois, eu acho que não.
Foi como se eu tivesse sido atingida por um caminhão ou algo parecido. Arthur havia me perguntado tantas coisas de uma vez só, que eu nem sabia as respostas.
- Ei, desculpa por ter demorado tanto! – ergui a cabeça e vi Pérola em pé ao lado da nossa mesa. Ela sorria para Arthur, mas havia algo em seus olhos que fazia o sorriso parecer forçado.
Arthur levantou, envolveu–a com o braço e puxou–a para perto de si.
Micael voltou do caixa.
- Bem, acho que já podemos ir.
Todos sorrimos aliviados.

***



Deixei meu corpo cair pesadamente na cama e me cobri com o edredom. Um caderno repousava sobre a minha barriga. Eu tinha que começar a escrever o meu artigo sobre o dia dos namorados. Mas não conseguia me concentrar, não conseguia entender com todas aquelas opiniões fortes que eu tinha.
O mais assustador é que eu havia começado a sonhar com o que eu ganharia de Micael no dia dos namorados.
Naquela noite, depois que nós saímos da lanchonete, Arthur e Pérola viraram para a esquerda; Micael e eu viramos para a direita. Ele me acompanhou até em casa e nossa conversa se concentrou no filme em que havíamos assistido – que, por sinal, Micael havia odiado. Mas ele não falou nada negativo sobre o encontro em si, o que eu achei super legal da parte dele.
Meus dedos começaram a formigar com a lembrança do beijo. Nós havíamos ficado em pé diante da minha casa, nos olhando fixadamente. Então, antes que eu percebesse o que estava acontecendo, ele pegou meu queixo com a mão e inclinou–se lentamente, encostando suavemente seus lábios nos meus.
Senti meu corpo inteiro amolecer. Seus braços me envolveram enquanto ele me beijava mais intensamente…
Garfield miou, me retirando de minhas memórias. Eu pulei da cama para agarrar o telefone, esperando a voz grave de Micael a me desejar bons sonhos.
- Ei.
- Oi, Arthur.
- Escute, eu estou realmente arrependido por hoje à noite.
- Tudo bem. – falei distraidamente. - Eu acho que você e Micael não foram feitos para serem grandes amigos mesmo.
- Você está bem?

- To ótima – falei, quase piando. Arthur me conhecia bem o bastante para saber que toda vez que eu soava como um passarinho era por que não estava bem de fato.

- Ah, que bom. Bem, de qualquer modo, me fala o que você achou da Pérola. Eu queria muito ouvir sua opinião.
Isso era estranho. Ele nem havia percebido a minha voz de periquito?

-Ela parece ser bem legal – disse, bem sincera. - Mas eu não conversei muito com ela.

- Quer sair com a gente amanhã a tarde? – perguntou ele. -  Você pode aproveitar para conhecê–la melhor. Acho que vocês iriam se dar bem.
Eles se viam em dois dias seguidos? Era sério mesmo.
- Amanhã? – hesitei. Eu tinha planejado ajudar Micael em sua campanha durante a tarde, mas não queria mencionar isso a Arthur. - A que horas?
- Por volta das duas. Eu vou levar Pérola ao Bowl–a-Rama.
Dei uma piscada.
- Ah – tentei falar algo. De algum modo aquilo soou estranho, Arthur levando Pérola ao nosso ponto de encontro. - A Pérola gosta de jogar boliche? – perguntei. Fiquei imaginando se Micael já teria alguma vez jogado boliche. Até então, nós não havíamos conversado sobre nada a não ser jornalismo.
- Ah, na verdade, não – ele deu uma pausa. - Quer dizer, ela nunca jogou boliche, é isso. Mas eu imaginei que nós pudéssemos ficar na sala de fliperamas.
Eu soltei uma gargalhada.
- E você quer que eu te dê uma “surra” na frente de Pérola?
- Perdão? Eu sou o campeão reinante dessa amizade, Lua, e... – fez um clique no telefone. - Ah, espera um minuto.
Esperei enquanto Arthur respondia a outra chamada.
- Ei, Lua? A Pérola está na outra linha. Eu tenho que desligar.
- Ah, tudo bem – falei.
Mas eu estava chocada. Arthur nunca havia desligado o telefone no meio de uma ligação comigo, por ninguém. “As coisas são diferentes agora”, lembrei a mim mesma. “E isto é bom”.
- Vejo você amanhã – continuou Arthur. - Você pode me encontrar lá certo?
Mordi o lábio.
- Ah… certo.
- Ok, até lá.
Eu fitei o aparelho eletrônico.
Outra garota havia tomado o meu lugar na vida de Arthur.



Transcrição da entrevista com Mel Fronckowiak.



Lua: Você tem alguma recordação especial do dia dos namorados?



Mel: Infelizmente não. Eu nunca ganhei um presente no dia dos namorados. Bem, exceto um presente da minha mãe, mas isso não conta.



Lua: Mas você já namorou diversos garotos, por que o dia dos namorados é tão importante?

Mel: Ah, vai é super difícil. Você tem que olhar todas as outras garotas com bombons, bichinhos de pelúcias e flores, e além disso os casais ficam ainda mais grudados. O pior é ver o cara que você está a fim entregando presentes para a namorada dele. Alex terminou comigo em janeiro do ano passado, aí, um tempo depois, no dia dos namorados, eu entrei na aula de inglês e lá estava a nova namorada dele com um buquê enorme que ele havia dado. Foi muito doloroso.



Lua: Tudo bem, então talvez nos devemos focar no futuro. Quais são os seus planos para o próximo dia dos namorados?




Mel: Eu tenho que encontrar um par para o baile, aí eu não vou me sentir uma perdedora completa. Mas, acredite em mim, a coisa mais difícil desse dia é ver o cara que você gosta com outra garota.

Créditos: Feer Diniz 

Destinos



Capitulo 18
Os dois estão cara a cara prestes a se beijarem quando ouvem um pequeno choro vindo do quarto de cima...
Lua diz sem graça e se afastando de Arthur: Er... ann... Arthur é a Vanessa, é... Vamos até lá comigo assim você já aproveita e a conhece – Chama Arthur
Arthur diz também sem graça: Claro, Claro só que vou logo avisando que não sei nada sobre crianças então se a fralda estiver suja ela é tarefa todinha sua... Diz tentando descontrair
Lua: Tudo bem, porque aí eu já aproveito e te ensino, assim das próximas vezes você poderá troca-lá. Diz rindo e subindo as escadas com Arthur logo atrás.
Arthur: Ah Lua, assim não vale, eu acabei de chegar tenho que ter um desconto... Rs...
Lua: Até parece... Porque que a minha neném favorita tá chorando em? Diz para Vanessa e a menina continua a chorar- Tem alguém que quer te conhecer – Diz a levando para Arthur
Lua passa Vanessa para os braços de Arthur, que a pega meio desajeitado e a menina para de chorar no mesmo momento.
Arthur: Oi neném- a menina sorri para ele- Eu sou o Arthur, seu padrinho. Vou morar com você agora e te dar muito amor.
Lua sorri discretamente ao observar a cena e diz: E principalmente trocar suas fraldas (Os dois riem). Aí Arthur a menina já te adorou, você tem sim muito jeito com crianças.
Arthur: Quem vai trocar as fraldas é você. E eu não tenho jeito com crianças, é que eu aprendo rápido e Vanessa gostou de mim, tive sorte.
Lua: Até parece, acho que ela só chorou porque está com fome vou descer e preparar a mamadeira, você consegue ficar sozinho com ela por uns minutinhos?
Arthur: É claro Lua, fica tranquila, qualquer coisa eu te grito. Vai lá.
Lua: ok
Lua desce e começa a preparar a mamadeira e Arthur fica com Vanessa. Ele e a menina se dão muito bem, ele fica feliz ao perceber isto. Para distrair a menina enquanto Lua prepara a mamadeira, Arthur começa a cantar para a menina.
Pen.Lua On  
Fui até a cozinha preparar uma mamadeira para a minha pequena e, a deixei com Arthur. Quando subo  e entro no quarto me deparo com uma cena um tanto inusitada, Arthur estava cantando para Vanessa e a mesma o olhava com os olhinhos brilhando. Não sei por que, mas essa cena me emocionou e fez com que eu sentisse algo estranho dentro de mim, algo que eu nunca havia sentido.                                                                                                                                                                                                                          
Pen.Lua Off
Lua:  E aí ainda tá com fome ? Diz olhando para Vanessa – Quer dar  de mamar a ela  Arthur?
Arthur: Eu?
Lua: É aí você já aprende mais situações futuras, rs...
Arthur: Esta bem Lua, como se faz? Rs
Lua passa as coordenadas para Arthur, que aprende rápido e dá mamadeira para Vanessa . Depois:
Arthur: Lua terminei, mas acho que agora ela está de fralda suja, e isso é tarefa sua.
Lua: Claro que não. Mas vou te dar um desconto. Trocarei agora e a próxima é sua, porque vou te ensinar.
Arthur: Ta, já que não tem jeito mesmo!!
Lua ensina Arthur como trocar  Vanessa enquanto vai trocando-a , Arthur faz cara de nojo o tempo todo e Lua ri achando graça da situação. Após a troca eles brincam durante alguns minutos e descem para assistir com a menina, que adormece depois de um tempo.
Arthur: Lua, Vanessa dormiu no seu colo, acho que você não percebeu- Diz sussurrando.
Lua: Assim, obrigada por me avisar, vou levar ela até o quarto e já desço.
Arthur: Ok estou te esperando quero falar com você
Pen.Lua On
Após uma noite divertida Vanessa adormeceu, quando me levantei para levar ela para o berço Arthur disse que queria falar comigo. Fiquei meio nervosa, desde aquele “quase beijo” á tarde na sala não havíamos ficado sozinhos, e eu não sabia como agir com ele.
Pen.Lua Off
Lua decide enfrentar logo Arthur e descobrir o que ele quer logo de uma vez:
Lua: Arthur? Arthur estava absorto em pensamentos
Arthur: Añ? Ah ... Oi Lua
Lua: Então o que quer me dizer?
Arthur: Então Lua é que.....

Continua ;

Capítulo Cinco


- Qual dos dois? – perguntei a minha irmãzinha, levantando dois suéteres. - Eu acho que o vermelho me deixa com aparência mais velha, mas eu fico melhor vestindo azul, não é?
Estrela olhava alternadamente para os dois, com seus bracinhos cruzados sobre o peito. Pedir a opinião da criança de onze anos mais indecisa do mundão não tinha sido uma boa idéia.
- Mãe – gritei. - Mãe, eu preciso de sua ajuda!
- Não, espera – insistiu Estrela. - Eu posso resolver isso.
- Vermelho ou azul? – perguntei, segurando os suéteres sobre o meu corpo. - Eu não posso acreditar que estou tendo dificuldade para resolver isso!
- Por quê? – perguntou Estrela, sentando–se ao meu lado. - Você está indo para um encontro, certo? É normal você se importar com a sua aparência.
Sorri. Até mesmo minha irmãzinha de onze anos entendia mais de encontros do que eu.
- Então fala a sua decisão. Rápido.
- O azul – anunciou ela.
Eu mordi o meu lábio.
- Tem certeza? Por que essa é uma palestra de faculdade. Você não acha que o vermelho me faz parecer mais velha? Mais madura?
Estrela revirou os olhinhos.
- Certo. Veste o vermelho.
- Mas eu achei que você tinha gostado do...
- Lua! – ela levantou–se com um pulo e colocou as mãos no quadril. - Por que você me pergunta, então?
Dei um suspiro.
- Você tá certa. Ok, eu vou vestir... – fechei os olhos e estiquei o braço para escolher o suéter que eu tocasse primeiro. Senti meus dedos percorrerem pelo tecido suave do cardigã azul. - Este aqui! – disse, abrindo os olhos.
O telefone miou, eu puxei a cabeça do Garfield.
- Alô?
- Ei – disse Arthur. Eu olhei para minha irmã, acenando para que ela saísse do quarto.
Ela lançou um olhar indignado para mim e eu falei um rápido “obrigada” antes que ela fosse embora.
- E aí, o que manda? – eu fui para a cama, carregando o telefone. - Eu não posso ficar muito tempo falando – falei para ele, me espremendo para fora do meu jeans e pegando a calça preta que eu havia separado. - Eu tenho aquela palestra hoje a noite com o Micael.
- Eu sei – disse Arthur. - A palestra de faculdade que você não parou de falar.
- Bem, é muito excitante para mim – eu me defendi, encolhendo a minha barriga enquanto eu vestia a calça e sofria para abotoá–la. A última vez que tinha usado essa calça tinha sido antes de ter desistido de fazer abdominais. Eu gostaria de poder ir com a calça preta que eu havia comprado havia algumas semanas, mas já a usara no meu primeiro encontro com Micael.
- Bem, eu também não posso ficar muito tempo no telefone. Tenho que começar a fazer uns cartazes.
- Cartazes? – repeti, passando um cinto preto pela minha calça.
- Eu queria ter te falado num outro dia: eu decidi concorrer para historiador da escola.
- Você o quê?! – exclamei, despencando na minha cama. Isso só podia ser um pesadelo.
- Eu sei que eu preciso ter algumas atividades extras no meu currículo, e eu acho que não sou popular o suficiente para ser eleito representante da turma. – começou Arthur. - Mas eu gosto de escrever e sou ótimo para registrar coisas, então eu pensei que o cargo de historiador seria perfeito pra mim. Além do mais, não é um cargo com muita importância ou muita glória, mesmo. Quer dizer, eu provavelmente não vou ter nenhum concorrente.
- Bem...
- Mas não pense que eu vou deixar você escapar de me ajudar – acrescentou Arthur. - Eu poderia usar os seus talentos maravilhosos no discurso que eu vou fazer.
Eu engasguei.
- Arthur… hmmm… na verdade, você vai ter uma certa concorrência.
- Quem? Você? – brincou ele.
- Não. Micael.
Silêncio.
- Ótimo – Arthur falou finalmente. - Eu devia ter imaginado.
- Eu não posso ajudar vocês dois – falei lentamente.
- Bem, tenho certeza que ele irá entender – disse Arthur. - Afinal, eu e você somos amigos a tanto tempo, e…
- Eu já prometi a Micael que o ajudaria – interrompi, sentindo o meu estomago revirar. - Eu não posso voltar atrás agora e dizer que irei ajudar você.
- O que você vê nele? – Arthur perguntou. - Sinceramente, eu não entendo. Ou você vai me dizer que o jeito que ele agiu aquele dia foi legal?
- Certo, eu desisto. – falei irritada. - Você não entende. Você não entende que Micael é maduro. Ele se comporta de modo mais intelectual. E eu estou começando a agir assim também.
- Então, é um problema seu.
- Também acho – retruquei acidamente.
Arthur soltou um suspiro.
- Eu estou muito triste pela campanha – falei. - Você sabe que eu faria isso por você se as coisas fossem diferentes.
- Eu sei – disse ele. - Não se preocupe. Apenas se divirta hoje e me liga amanhã.
- Ligo – hesitei. - E obrigada por... bem, por entender.
- Tchau, Lua.
- Tchau.
Ao desligar o telefone minha mão descansou sobre o corpo do Garfield por um instante. Estava me sentindo péssima por não ajudar Arthur. Mas eu não podia fazer nada. Ele havia sido o segundo a me pedir ajuda.
E eu queria ajudar Micael. Queria impressioná–lo. Queria trabalhar junto dele em algo fora do Postscript. Eu gostaria de poder ajudar ambos, mas tinha dúvidas se eles concordariam com isso. Afinal, eles estavam competindo.
Sentei na minha penteadeira e vasculhei na bolsa de maquiagem. Um pouco de rímel, um pouco de blush, um pouco de brilho nos lábios. Escovei o meu cabelo, depois pensei em prendê–lo no alto da cabeça em um coque sofisticado. Mas me pareceu demais.
- Lua – chamou minha mãe, da sala. - Micael está aqui.
Agarrei o suéter azul e fitei o espelho. Não havia a menor possibilidade de que eu me passasse por uma caloura de faculdade. Eu seria a pessoa mais nova lá? Talvez eu devesse ficar em casa.
“Pare com isso”, disse a mim mesma. “Se você estivesse indo ver essa palestra com Arthur, não estaria se preocupando desse jeito. Você se sente tão confortável ao lado de Micael como de Arthur. A única diferença é que você sente uma coisa por Micael que nunca sentiu por Arthur. É só por isso que você está nervosa.”
“É normal ficar nervosa desse jeito por alguém que você gosta não é? Não é assim que você deve se sentir?”.

***
 
-Concluindo – dizia monotonamente a professora Muzacz, olhando suas fichas com anotações -, a decisão de como você irá expressar as suas opiniões em um meio jornalístico é digna de uma intensa consideração, uma vez que as conseqüências do que foi dito podem ter realmente uma grande projeção.
Ela finalmente saiu do púlpito, e a platéia aplaudiu, então eu comecei a bater palmas também. Micael estava radiante de admiração e aplaudia com bastante força.
- Ela não é incrível? – exclamou Micael, enquanto nos levantávamos e seguíamos os outros em direção a uma sala adjacente, onde salgadinhos e bebidas estavam sendo servidos. Nós éramos os únicos alunos do segundo grau lá, apesar de Micael passar facilmente por um universitário com suas calças pretas e seu suéter de lã.
- É, foi uma palestra surpreendente – repliquei, apesar de estar surpresa apenas com a capacidade da palestrante ser tão chata. Ela havia sido bastante seca durante toda a conferência e tinha lido as anotações no cartão na maior parte do tempo. Mas Micael parecia estar ao impressionado que achei melhor esconder minha verdadeira opinião.
Estava aliviada de ver toda aquela comida. Peguei um dos pequenos pratos de plástico e enchi de frutas frescas. Eu havia deixado de jantar, já que estava muito nervosa para comer antes do encontro, e no momento em que coloquei o primeiro morango em minha boca, percebi que estava faminta.
“Será que tem algum problema se eu comer um monte dessas coisas?”, pensei ao ver Micael colocando apenas dois pedaços de fruta e algumas torradinhas em seu prato. Provavelmente tinha, senão eles teriam colocado pratos maiores. Tentei não mostrar minha empolgação ao ver uma bandeja com todos os tipos de cookies possíveis.
- Eu quero que você conheça umas pessoas – sussurrou Micael, me guiando em direção a um grupo de adultos. “Pelo menos nós estávamos ficando mais perto dos cookies”, pensei, temerosa de ser apresentada aquelas pessoas com jeito de professores da faculdade.
- Professor Grasi – disse Micael, colocando sua mão sobre o ombro de um homem alto e careca.
- Micael Borges! – exclamou o homem. Então, ele virou–se para as pessoas que estava conversando. - Micael é um aluno do segundo grau que participou de um curso de férias de jornalismo aqui na faculdade comigo – explicou ele. - Ele escreveu uns artigos ótimos.
Tentei evitar de arregalar os olhos. Micael havia impressionado um professor de faculdade? Uau.
- Bem, você sabe o que dizem – Micael sorriu, sem nem ao menos piscar ao receber um elogio que teria me reduzido a uma retardada completa. - Ter um professor que exige o melhor do aluno já é meio caminho andado.
O professor e o grupo que o acompanhavam sorriram.
- Então, quem é sua amiga? – perguntou ele a Micael, sorrindo pra mim.
“Por favor não fiquem vermelhas”, implorei as minhas bochechas, já sentindo um calor subindo pelo rosto.
- Esta é Lua Blanco – anunciou Micael, colocando os braços ao redor dos meus ombros e me puxando mais para o centro do grupo.
- Lua é minha nova co–editora no nosso jornal da escola – continuou ele. - Você deveria ler um dos seus artigos. Ela é incrivelmente talentosa.
“Bem, depois desse elogio era oficial, é impossível não ficar com as bochechas vermelhas.”
O professor Grasi levantou uma sobrancelha.
- Um elogio do Micael? Você deve escrever muito bem.
- Eu... eu espero que sim – gaguejei. “Que péssimo”, eu me repreendi.
- Então, gostaram da palestra da professora Muzacz? – o professor nos perguntou.
- Absolutamente fascinante – proclamou Micael. Enquanto ele expunha como as idéias da professora o ajudariam a compor um artigo que estava fazendo, minha atenção foi desviada para bandeja de cookies.
Dei uma escapulida, o que parecia não ter problema algum, uma vez que eu já tinha ouvido sobre o tal artigo. Na mesa de cookies, fiquei em dúvida entre o de chocolate e o de chocolate com gotas de chocolate. “Ai, que difícil!”, pensei pegando dois de cada e colocando em um guardanapo.
Quando retornei pro lado de Micael, toda feliz por estar mastigando, ele ainda falava sobre o artigo. Olhei ao redor e voltei a minha atenção para um casal que estava de pé num dos cantos da sala, um bem próximo ao outro. O rapaz estava tirando uma torrada com cobertura de queijo do seu prato e dando pra garota. Ela sorria e abria a boca de uma maneira sedutora. Depois, levou uma outra torrada em direção a boca da namorada, rindo dela.
Então esse tipo de coisa não se limitava as escolas de segundo grau? Muito interessante.
Eles estavam claramente apaixonados ou se apaixonando. E pareciam estar se divertindo muito.
“É isso, divertiam–se debochando um do outro”, pensei. Não era por que eu estava começando a entender a razão dos casais se comportarem dessa maneira que isso deixava de ser idiota, certo?
Quer dizer, eu não conseguia imaginar Micael colocando uma torradinha cheia de queijo em minha boca nem mesmo em um momento de ultra intimidade.
Retornei minha atenção para ele. Micael estava rindo de algo que o professor falara. “Ele fica tão confortável entre essas pessoas”, notei, meu olhar se concentrando no cacho de cabelo loiro que pendia sobre sua testa. “Ele é tão seguro, confiante e esperto. Para não falar gostoso.”
- Foi um prazer te conhecer, Lua – disse, repentinamente, o professor, estendendo a mão em minha direção. Eu rapidamente engoli o pedaço de chocolate que tinha dentro da boca.
- O prazer foi meu – falei, apertando a mão dele. Enquanto Micael observava o grupo deles se afastar, sua expressão era de profunda admiração. Eu me dei conta que nunca o vira desse jeito antes. Esse era o seu meio.
- Como estão os cookies? – perguntou Micael.
- Muito bons – disse, engolindo.
- Estou surpreso que tenham servido cookies – falou Micael, levantando a mão para tirar algo que estava no canto da minha boca. - Um farelo – explicou com um sorriso. - Esse pessoal normalmente só come frutas, queijos e torradas.
Droga. Eu sabia que não devia ter ido atrás daqueles cookies. Micael era tão bom nesse tipo de situação. Ele sabia como agir, o que falar, quando rir, quando ouvir. Eu me sentia como uma criança.
- Então, por que não vamos? – o sugeriu. - Nós podemos voltar andando pelo parque.
Concordei com a cabeça. Atravessamos o corredor e saímos pela porta da frente.
- Olha aquilo! Mais parece um monte de monstros dançando! – exclamei, assustadas com as formas esquisitas que as sombras projetadas pelos galhos de um grande carvalho faziam sobre o gramado. Arthur adorava quando as coisas formavam silhuetas engraçadas. Ele poderia ficar a vida toda admirando nuvens, arvores e sombras de pessoas.
- Você é uma gracinha, Lua – falou Micael.
Mais uma vez eu me senti como uma criança. Cookies, monstros... talvez eu devesse convidar Micael para assistir um desenho animado lá em casa.
Na verdade, eu mesma não era tão madura e sofisticada quanto Micael. E o que aconteceria quando ele percebesse isso? Decidiria que não gostava mais de mim?
- Aquele professor parece gostar muito de você – falei, andando rápido pra poder acompanhar o passo de Micael.
- Eu adorei o curso dele. Você deveria fazer nas próximas férias. Tenho certeza que ele ficara impressionado de ter outro aluno que consegue construir uma frase.
- Mesmo? Eu? – sorri e mordi o meu lábio. Um curso de jornalismo na faculdade? Isso seria tão extraordinário. Especialmente se tivessem mais alguns alunos do segundo grau na sala, eu me dei conta. Mas por que um aluno do segundo grau faria um curso de férias na faculdade, afinal de contas?
Micael parecia não apreciar as pessoas em geral, mas parecia ter consideração por mim. Estranho. Há apenas duas semanas atrás, essa “exclusividade” teria me feito pular de felicidade. Mas por alguma razão não me sentia mais assim. Metade de mim amava ser respeitada por ele. Mas a outra metade não gostava de nunca ouvi-lo falar coisas legais sobre os outros.
De repente, ele parou.
- Estou tão feliz que você tenha vindo hoje a noite – falou suavemente, levantando a mão para tocar minha bochecha. - E eu quero muito ver você e os seus amigos amanhã no cinema.
Tum–tum–tum. Tum–tum–tum.
Os dedos deles passaram pela minha pele. Ele chegou mais perto.
E mais perto.
Ele iria me beijar?
Ele inclinou o seu rosto lindo perto do meu, e todos meus pensamentos desapareceram. Aquelas duas metades de mim que antes estava em conflito, repentinamente, fundiram–se, amando tudo que vinha do Micael.
Os lábios dele se encostaram nos meus e eu fechei os olhos. Quando ele se afastou, eu tropecei levemente pra trás, tonta, perplexa.
Quando abri os olhos, Micael estava sorrindo docemente pra mim.
- Que gracinha – disse ele. - Você agiu como se fosse seu primeiro beijo.
“Gracinha.”
“Ótimo. Agora ele acha que eu nunca beijei antes.”
Será que algum dia eu me sentiria suficientemente preparada para ele?
Ele voltou a caminhar e eu me apressei para acompanhá–lo. Esperei que ele segurasse minha mão, mas as mãos dele não saiam de dentro do meu bolso.
Eu acho que estava certa sobre Micael Borges. Mesmo em um momento de intimidade, ele não era um cara de DPAs.
E não era exatamente um cara assim que eu sempre quis?


Adaptada por: Feer Diniz


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